A história
Vinte anos de uma gráfica que começou em um imóvel alugado e hoje trabalha com máquinas trazidas de fábrica desde a Alemanha. Quem conta é Sonia Flores, que a fundou.

Sonia Flores
Sonia dirige a IMAG e atende o negócio pessoalmente. É auditora, tem mestrado em administração de empresas e vem de uma família de nove irmãos. Trabalha com mais mulheres do que homens, de propósito, e costuma ser convidada para contar como montou sua empresa.
A origem
Uma tese que acabou virando empresa
Para concluir o mestrado em administração, Sonia apresentou o plano de uma empresa de serviços gráficos. Com números reais e com o que de fato faltava em Sucre. Quando terminou, decidiu montá-la.
Os primeiros anos
Um imóvel alugado na praça Sudáñez
Começou com o irmão, Roberto. Ele cuidava das máquinas e ela da administração, e entre os dois faziam todo o resto. Os primeiros anos foram de pré-impressão, fazendo fotolitos. A gráfica veio depois.
A casa
Vinte anos de financiamento, pagos em três e meio
Aos três anos a proprietária ofereceu vender a casa, que é a do prócer Bernardo Monteagudo, a uma quadra da praça. Sonia passou uma noite inteira fazendo à mão a projeção de vendas de que precisava para convencer o banco. Deram vinte anos para pagar. Ela pagou em três e meio.
A máquina
Uma Heidelberg nova, comprada de fábrica
O segundo salto custou o dobro da casa. Uma máquina dessas não está na vitrine: é fabricada com as características que você pede e leva meses. Veio da Alemanha de navio e entrou em Sucre em três carretas. Foi preciso construir um galpão à parte, porque a casa histórica não suportava o piso que a máquina exigia.

O prédio
Um hostel comprado para ser demolido
Durante anos o trabalho ficou espalhado por três oficinas. Uma noite, voltando da mais distante, Sonia dormiu ao volante. No dia seguinte decidiu juntar tudo. Comprou um hostel a quatro quadras da praça, demoliu inteiro e levantou o prédio onde a IMAG está hoje.

Eu amo a minha Sucre. Eu vou fazer empresa em Sucre. E Sucre merece ter o que é bom.
Sonia Flores

Hoje
A IMAG tem vinte anos como serviços gráficos e quinze como gráfica. Trabalha para o governo departamental, a prefeitura, as escolas e as universidades de Sucre, e todo ano imprime os calendários da Fancesa. Nunca fez publicidade. Tudo o que entrou veio pelo boca a boca.

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